F1 Elétrica terá duelos Piquet x Prost x Senna nas pistas

Categoria Fórmula E, somente com carros movidos a eletricidade, terá 1ª prova na China com os herdeiros Bruno Senna, Nelsinho Piquet e Nicolas Prost

A última prova da temporada da Fórmula E será realizada em Londres - Divulgação/Site Oficial/VEJA

O tradicional ronco dos motores sai de cena para dar lugar a máquinas não poluentes, movidas a bateria, e que servirão de laboratório para que se desenvolvam itens que equiparão os automóveis à venda nas lojas em breve – da mesma forma como a Fórmula 1 exporta tecnologia aos carros "normais". No próximo mês, a cidade de Pequim, na China, vai receber a primeira prova da Fórmula E, categoria de monopostos com vinte carros totalmente movidos a energia elétrica. Junto com a nova tecnologia em carros de competição, a Fórmula E promete outra nova — na verdade, renovada — emoção: a reedição das disputas Piquet x Prost x Senna dos bons tempos da F1. Isso porque estão inscritos na categoria os pilotos Bruno Senna (sobrinho do tricampeão Ayrton), Nelsinho Piquet (filho de outro tricampeão, Nelson) e o francês Nicolas Prost, filho do tetracampeão Alain. Ao todo, os três sobrenomes carregam dez títulos mundiais de F1.

A nova categoria é chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e tem como sua principal meta desenvolver e divulgar a tecnologia elétrica que deve ser usada em carros de rua no futuro. Mas, além do apelo ambiental, o campeonato usa outras estratégias para levar o carro elétrico para mais perto das pessoas, entre eles vários pilotos que já passaram pela F1, mulheres ao volante e todas as dez etapas realizadas em circuitos urbanos. Para os brasileiros, um estímulo especial: além de Bruno Senna e Nelsinho Piquet, a temporada que começa em 13 de setembro, em Pequim, e termina em 27 de junho de 2015, em Londres, terá um terceiro conterrâneo na pista, Lucas di Grassi.

Os três brasileiros têm passagens pela F1, da mesma forma como outros oito pilotos, entre eles o italiano Jarno Trulli, o alemão Nick Heidfeld e o espanhol Jaime Alguersuari. Duas das mais tradicionais escuderias da Fórmula 1 participam do projeto: a McLaren fornece o motor elétrico e a Williams desenvolveu a bateria. De acordo com Di Grassi, que correu a temporada 2010 da F1 pela Virgin Marussia, há semelhanças entre as categorias. “Esteticamente, os carros são bastante parecidos. A principal diferença é que na Fórmula E o carro tem bateria e motor elétrico e não tanque de combustível e motor a combustão. Por enquanto, os elétricos chegam a 225 km/hora, bem abaixo dos carros da F1, mas a tendência é que a velocidade aumente à medida que a tecnologia se desenvolva.”

Todas as dez corridas da temporada serão em circuitos de rua, no centro das cidades. Buenos Aires, na Argentina, e Punta Del Este, no Uruguai, serão os circuitos sul-americanos no calendário. O Rio de Janeiro esteve perto de receber uma corrida. “Não deu certo porque a prefeitura do Rio disse que não conseguiria construir a pista. Mas o Brasil é um mercado muito importante de automobilismo e acho que haverá uma corrida no futuro”, diz Di Grassi. No Brasil, a temporada será transmitida pelo canal a cabo Fox Sports.

Por: Luiz Felipe Castro
Fonte: VEJA

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