Tesla contrata ex-Audi para tarefa gigante de fazer 500 mil carros em 2018


A Tesla Motors tem um grande problema para resolver. A marca americana, fundada por Elon Musk, estava evoluindo gradativamente no mercado dos EUA até que decidiu mostrar o Model 3, um carro elétrico de design peculiar e preço atrativo: US$ 35.000 sem incentivos.

Apresentado como um smartphone, o Tesla Model S superou todas as expectativas da empresa e a colocou em uma rua sem saída. Com mais de 400 mil pedidos, última previsão dada pela montadora, o modelo gerou uma enorme captação de dinheiro em poucas horas, mas também gera um compromisso: atender todo mundo.

Diante da possibilidade do Model 3 se tornar um perigo para a companhia, Elon Musk decidiu quebrar uma das regras de sua filosofia de trabalho. Até então, a Tesla Motors só contratava pessoas sem experiência no setor automotivo.

No entanto, diante da enxurrada de pedidos e da pressão oriunda desta para o cumprimento de prazos, Musk teve de abrir mão dessa filosofia e contratou Peter Hochholdinger, um engenheiro que saiu da Audi especialmente para trabalhar em Fremont, Califórnia.

É dito que ele era o responsável pela produção dos modelos A4, A5 e Q5, além de alguns derivados. A Audi conseguiu fazer 400.000 unidades por ano sob sua gestão, mas a organização da montadora é bem mais eficiente que a da Tesla, que também terá de abrir pelo menos mais duas plantas fora dos EUA: Europa e China.

A tarefa é hercúlea, transformar uma planta que até agora conseguiu fazer somente 50 mil carros por ano em uma unidade de 500 mil/ano em pouco menos de 2 anos. Na verdade, a fábrica da Tesla tem de estar no nível exigido já no final de 2017. O objetivo é um só, produzir tantos Model 3 quanto possível, a fim de atender a demanda das reservas.

O problema é que Fremont não pode parar para ampliação. O Model S exige uma cadência mensal para atender os pedidos. Não há estoque e nem carro para pronta-entrega. Essa é a política da Tesla que é um dos motivos pelos quais a empresa se recusa a ter concessionários.

Além disso, Musk tem um problema maior, o Model X. É relatado que o crossover com asas de falcão está dando muitos problemas na linha de montagem, acabamento, para-brisa, acionamento dos vidros, piloto automático, entre outros. Os defeitos podem minar não só as vendas do modelo, mas também prejudicar a imagem do Model 3, que em realidade ainda não está pronto.

Para fazer tantos Model 3, a planta de Fremont precisará de muito dinheiro em maquinário. A Tesla captou US$ 1.000 por reserva do modelo, o que dá US$ 400 milhões. Ainda é pouco, mas com ações em alta, a empresa pode conseguir ainda mais dinheiro no mercado financeiro. Com grande espaço físico, a fábrica precisará agilizar os processos para alcançar a meta estipulada. Assim, o trabalho de Hochholdinger será enorme nos próximos meses.

Fonte: Notícias Automotivas

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