Primeiro carro a alcançar 100 km/h era elétrico - conheça a história do modelo



Apesar de estarem cada vez mais populares (principalmente no mercado europeu), os carros elétricos não são novidade. No final do século 19, os modelos movidos a energia batiam de frente com automóveis equipados com motores à explosão.

Em 1889, o elétrico La Jamais Contente, criado pelo engenheiro belga Camille Jenatzy, deixou todos os carros da época comendo poeira. Visualmente parecido com um torpedo, o carro foi o primeiro a alcançar uma velocidade de 100 km/h.

Foi a partir da década de 1920 que os carros movidos a gasolina começaram a ganhar vantagem em relação aos elétricos, segundo pesquisas da revista Wired. Com o desenvolvimento das estradas, os motoristas queriam rodar mais do que os carros elétricos permitiam. O fácil acesso a gasolina também colaborou para que, aos poucos, os veículos elétricos fossem deixados de lado por um tempo.

A corrida pela glória
A história do La Jamais Contente tem como base uma grande rivalidade entre Jenatzy e o conde francês Gaston de Chasseloup-Laubat. Tudo começou quando o piloto e engenheiro belga produziu seu primeiro carro, que atingiu 27 km/h, em 1898. Três semanas depois, o veículo elétrico do conde bateu a marca de 63 km/h.

Desde então, os dois passaram a aprimorar cada vez mais seus carros e a disputar testes de velocidade. Em janeiro de 1899, o projeto de Chasseloup-Laubat chegou a 70 km/h. Jenatzy reconquistou o título de mais rápido por um tempo (alcançou 80 km/h), mas acabou sendo ultrapassado novamente pelo francês, que acelerou até 92 km/h.

Jenatzy não ficou nada contente com o resultado e decidiu fabricar um novo carro elétrico. Em dois meses, ele construiu o La Jamais Contente. Com cerca de 68 cavalos de potência, o veículo era equipado com dois motores elétricos, duas baterias de 100 watts e pneus fornecidos por Edouard e Andre Michelin, irmãos que fundaram a marca Michellin. Em abril de 1899, o La Jamais Contente alcançou a marca de 105 km/h, tornando-se o primeiro carro do mundo a ultrapassar 100 km/h.

Depois de deixar o conde francês comendo poeira, Jenatzy continuou sua carreira como piloto. Ele morreu em 1913 graças a seu senso de humor peculiar. De acordo com o portal de notícias austríaco Drive, o belga estava em uma expedição de caça e achou que seria divertido assustar seu colega Alfred Madoux. Ele se escondeu em um arbusto e acabou sendo baleado após ser confundido com um urso. Entretanto, há quem diga que a morte de Jenatzy não foi acidental, já que ele estava tendo um caso com a esposa de Madoux.

Por: Maria Beatriz Vaccari
Fonte: Garagem 360

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